Ex-funcionário é indiciado após investigação sobre furto de oito cabeças de gado em Camaquã


Investigação da 3ª DECRAB apontou que os animais foram retirados de uma área da fazenda e substituídos por outros bovinos para esconder o furto. Investigado foi indiciado por furto de gado e receptação.
A DECRAB concluiu a investigação da Operação Capataz, que apurou o furto de oito cabeças de gado em uma propriedade rural na localidade de Costa do Sutil, interior de Camaquã.
Ao final do trabalho, um investigado foi indiciado pelos crimes de furto de gado e receptação.
Gado foi trocado por outros animais para esconder o furto
A investigação começou quando a proprietária percebeu que estavam faltando oito animais durante uma conferência do rebanho e procurou a 3ª DECRAB para pedir orientação.
Naquele momento, não havia sinais de abate clandestino, pistas sobre como os animais tinham sido retirados da propriedade ou suspeitos do crime.
A DECRAB descobriu que os oito bovinos foram retirados de um potreiro próximo à sede da fazenda e substituídos por outros animais que estavam em uma área mais distante da propriedade.
A troca teria sido feita para esconder o desaparecimento do gado e atrasar a descoberta do furto.
Ex-funcionário passou a ser investigado por venda de animais
As suspeitas recaíram sobre um ex-funcionário que havia ficado responsável pela propriedade por menos de dois meses.
A DECRAB recebeu informações de que ele estaria vendendo animais pertencentes à proprietária.
Durante a investigação, foi comprovado que uma vaca foi negociada com um morador da região por meio de um perfil falso em aplicativo de mensagens.
O investigado teria usado a identidade de outro produtor rural que já não morava mais na localidade. A vaca foi recuperada e devolvida à verdadeira proprietária, mas o comprador teve prejuízo financeiro, pois já havia pago pelo animal.
Investigado admitiu ter vendido quatro vacas
Com o avanço da investigação, a DECRAB conseguiu autorização judicial para realizar buscas na residência do investigado, em Arambaré.
Durante depoimento, ele admitiu ter negociado quatro vacas e indicou outro comprador no município de Cristal.
Os policiais também reuniram comprovantes de pagamentos bancários e ouviram as pessoas envolvidas nas negociações.
Caso foi encaminhado à Justiça
Com as provas reunidas, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado. O Ministério Público foi favorável ao pedido, mas a Justiça decidiu aplicar outras medidas cautelares, em vez de determinar a prisão.
Com a investigação concluída, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, com o indiciamento do investigado por furto de gado e receptação.
No campo, perceber rapidamente que está faltando um animal pode fazer diferença. E, diante de qualquer suspeita de furto, registrar a ocorrência na Polícia Civil é o primeiro passo para permitir que a investigação seja realizada.
Fonte: DECRAB





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