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Eduardo Bonotto deixa a presidência do IRGA em meio a movimentações políticas e desafios técnicos

  • Foto do escritor: IGOR VIEIRA
    IGOR VIEIRA
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
EDUARDO BONOTTO

O presidente do Instituto Rio-Grandense do Arroz (IRGA), Eduardo Bonotto, comunicou oficialmente nesta quarta-feira (14) sua decisão de deixar o comando da autarquia.


A informação foi divulgada em ato na sede do instituto, onde Bonotto se despediu da equipe após nove meses à frente da entidade que representa a orizicultura gaúcha.



Trajetória e atuação à frente do instituto

Nomeado em 14 de abril de 2025, Bonotto assumiu a presidência do IRGA sucedendo Rodrigo Machado.


Durante sua gestão, buscou manter um diálogo constante com produtores rurais e entidades representativas, além de fortalecer a cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul e ampliar oportunidades de consumo e exportação do cereal.


Bonotto também trabalhou no alinhamento das ações do instituto com a Secretaria da Agricultura do estado, especialmente em estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor.


Antes de assumir o IRGA, Bonotto foi prefeito de São Borja por dois mandatos e presidiu a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), experiência que o colocou em destaque político e administrativo no cenário estadual.



Contexto político e motivos da saída

A saída ocorre em meio a um cenário político mais amplo: Bonotto é pré-candidato a deputado estadual pelo Progressistas, partido que integra a base do governador Eduardo Leite.


Essa base enfrenta uma disputa interna entre pré-candidatos ao governo do Estado, o que adiciona um componente político relevante à decisão de Bonotto de deixar o cargo, embora afirme que os motivos de sua saída são de caráter pessoal, não dando maiores detalhes no anúncio oficial.



Transição e futuro da autarquia

Com o anúncio, o IRGA agora entra em um processo de transição enquanto o Governo do Estado define um novo nome para a presidência.


Perguntas permanecem sobre se o governador Eduardo Leite manterá a tradição de indicar um representante do Progressistas ou se a prerrogativa passará ao vice-governador Gabriel Souza (MDB), que ficará no cargo até o final de 2026 e também busca espaço eleitoral — embora sem o apoio formal do PP.


A definição do novo presidente ocorre em um momento em que o instituto enfrenta uma série de desafios técnicos importantes para a orizicultura gaúcha, entre eles questões de custo de produção, pressão sobre mercados e necessidade de fortalecer mecanismos de promoção e apoio ao setor.



Desafios setoriais e legado da gestão

Durante o período em que Bonotto esteve à frente da autarquia, o IRGA manteve pautas estratégicas como o incentivo ao consumo de arroz, parcerias com instituições como a Invest RS para ampliar oportunidades comerciais e ações junto à Câmara Setorial Estadual do Arroz para alinhamento de políticas públicas, refletindo articulação técnica e institucional.


Essas iniciativas, ainda em andamento, compõem um legado que agora será assumido pela próxima gestão do instituto, que receberá uma autarquia sangrada por políticas de administração que refletem a crise enfrentada pelo setor e a dúvida que fica é: "O IRGA É DOS ARROZEIROS? OU DOS GOVERNOS?"


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