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Federarroz, Farsul e COOPACC pedem medidas urgentes ao Ministério da Agricultura

  • Foto do escritor: IGOR VIEIRA
    IGOR VIEIRA
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A Federarroz, a Farsul e a COOPACC encaminharam ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária solicitando, em caráter de urgência, medidas estruturantes voltadas à safra 2025/2026.


Durante reunião online com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, as entidades apresentaram um diagnóstico claro: o setor atravessa o início de um quadro de crise econômica, influenciado por fatores internos e externos que pressionam preços, elevam custos e reduzem margens.



A posição da COOPACC: agir agora para evitar retração


imagem: arquivo
imagem: arquivo

Do ponto de vista da COOPACC, o momento exige ação coordenada e técnica. A cooperativa reforça que o arroz é estratégico para o país, tanto pela segurança alimentar quanto pela estabilidade de preços ao consumidor.


“O arroz é um dos pilares da alimentação do brasileiro. Quando a atividade perde viabilidade econômica, toda a cadeia sofre — do produtor ao consumidor final”, afirma o presidente da COOPACC, Volzear Longaray Júnior.


Segundo ele, a ausência de medidas pode resultar na retração da área plantada novamente no próximo ciclo. “Sem previsibilidade e instrumentos de proteção, o produtor reduz investimento. Isso compromete o abastecimento futuro e a estabilidade do mercado interno”, alerta.



Políticas públicas em debate: PGPM, PEP e Pepro

No encontro, foram debatidas políticas públicas estratégicas como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e mecanismos como PEP e Pepro.


Esses instrumentos são fundamentais para a definição do preço mínimo, a garantia do escoamento da produção e a geração de renda aos produtores.


A destinação de recursos para apoio à comercialização pode funcionar como amortecedor em um cenário de margens comprimidas e concorrência crescente.


Outro pleito apresentado foi o alongamento das operações de custeio com recibo de depósito referentes à safra 2025/2026, medida considerada vital para dar fôlego financeiro ao produtor.



36% do tipo de arroz na embalagem não condiz com o rótulo


Também foi apresentada uma pauta relevante relacionada à fiscalização da tipificação das embalagens de arroz, especialmente no que se refere aos produtos importados.


A preocupação central é garantir transparência, concorrência leal e proteção ao consumidor, já que pesquisas conduzidas pela Câmara Setorial do Arroz e apresentada durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Capão do Leão dão conta de que 36% do tipo de arroz contido nas embalagem é de qualiade inferior ao que diz no rótulo.


O Ministério se propôs a incrementar a fiscalização e utilizar o serviço do INMETRO para combater as fraudes na qualidade do arroz vendido aos brasileiros. (Veja vídeo)


Preservar a sustentabilidade da cadeia

As medidas solicitadas fazem parte de um pacote de ações construído de forma conjunta pelas entidades representativas do setor.


O objetivo é preservar a sustentabilidade econômica da produção arrozeira e evitar a retração da área plantada.


O recado das entidades é direto: preservar a viabilidade do produtor hoje é garantir o abastecimento de amanhã. Em um país onde o arroz é presença diária na mesa, essa equação deixa de ser apenas econômica e passa a ser estratégica.


Fonte: Federarroz, MAPA

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